Código 779 · tinto · frança
“Este extraordinário Pinot Noir nasce de vinhas centenárias (média de 100 anos), cultivadas em duas parcelas distintas totalizando 0,46 hectares (4.600 m²) - uma com exposição a leste, que confere frescor e elegância, e outra a sul, responsável por maior concentração e profundidade. O solo argilo-calcário, típico dos grandes terroirs da Bourgogne, imprime ao vinho sua marcante mineralidade e estrutura. Com uma produção limitadíssima de apenas 2.500 garrafas, cada exemplar é um testemunho da rara combinação entre a sabedoria das videiras centenárias e o savoir-faire preciso de sua elaboração. O processo de vinificação inicia-se com colheita manual e triagem rigorosa dos cachos, seguida por desengace parcial (80%) que preserva a estrutura ideal. O “pigeage” controlado durante a fermentação extrai taninos de textura excepcionalmente sedosa, enquanto as leveduras indígenas capturam a autêntica essência deste terroir privilegiado. O vinho amadurece por 16 meses em barricas de carvalho, com 40% de barricas novas que aportam complexidade e nuances de especiarias sem comprometer a pureza da fruta. À boca, revela uma impressionante densidade e profundidade: aromas de cassis, cereja negra e notas de trufa se entrelaçam com delicadas sugestões de baunilha e cacau. Os taninos, notavelmente finos e sedosos, envolvem o paladar com elegância, sustentados por uma acidez vibrante que confere extraordinária longevidade. O final, infinitamente complexo, ecoa a nobreza destas videiras centenárias e a dualidade única das parcelas que compõem este vinho excepcional. Harmoniza magnificamente com pratos como faisão com trufas, cordeiro assado com ervas ou queijos como um maduro Époisses. Uma obra-prima que transcende o tempo, oferecendo uma experiência sensorial onde a tradição secular encontra a precisão enológica contemporânea.”
França Côte de Nuits Em 900 anos de história, os quase oito hectares murados só tiveram quatro proprietários Em 2022, Charles Van Canneyt, já renomado viticultor na Bourgogne, adquiriu o Domaine des Chézeaux. Essa compra foi um marco, pois ele garantiu um espólio com participações majoritárias em Griotte-Chambertin, além de parcelas em GevreyCazetiers, Clos St-Denis e Chambertin. Anteriormente, a propriedade era pouco conhecida porque a maioria de seus vinhedos estava alugada para outros produtores. Uma das primeiras e mais desafiadoras tarefas de Charles foi renegociar os contratos de aluguel. Graças ao seu carisma e habilidade nos negócios, ele conseguiu acordos amigáveis para recuperar o controle da maior parte das terras e começar a cultivá-las imediatamente. A maioria das videiras do...
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