Código 307 · tinto · frança
“Nascido de vinhas nonagenárias (95 anos) que compartilham a mesma linhagem geológica dos célebres Romanée-Conti e Romanée-Saint-Vivant, este Pinot Noir provém de uma parcela de 0,48 hectares (4.800 m²) com exposição a leste e solo argilo-calcário de profundidade intermediária (60-90 cm), assentado sobre o ancestral calcário de Premeaux do período Jurássico (175 milhões de anos). Esta geologia excepcional, combinada com a idade venerável das videiras, resulta em uma produção ultralimitada de apenas 2.400 garrafas que encapsulam a essência deste terroir sagrado da Bourgogne. O processo de vinificação é uma ode à tradição: colheita manual com seleção uva a uva, desengace parcial (80%) para preservar a estrutura nobre dos engaços, e “pigeage” diário controlado durante a fermentação para extrair taninos de textura delicada. As leveduras indígenas, fiéis depositárias da microbiologia única deste solo jurássico, conduzem uma fermentação espontânea. O vinho repousa 16 meses em barricas de carvalho (50% novas), onde adquire complexidade sem perder sua identidade telúrica. À boca, desdobra-se em camadas infinitas: notas de cereja negra confitada, trufa negra e pétalas de rosa se entrelaçam com nuances de âmbar, cardamomo e a mineralidade vibrante típica do calcário de Premeaux. Os taninos, tão sedosos quanto precisos, tecem uma tapeçaria de sensações que culmina em um final de persistência bíblica - um verdadeiro monumento à longevidade geológica que o gerou. Harmoniza com absoluta perfeição com pratos como faisão trufado, língua de vitela estufada ou o lendário queijo Époisses “affiné”. Mais que um vinho, uma cápsula do tempo geológica que transporta quem o bebe à era jurássica através de cada gota.”
França Côte de Nuits Em 900 anos de história, os quase oito hectares murados só tiveram quatro proprietários Em 2022, Charles Van Canneyt, já renomado viticultor na Bourgogne, adquiriu o Domaine des Chézeaux. Essa compra foi um marco, pois ele garantiu um espólio com participações majoritárias em Griotte-Chambertin, além de parcelas em GevreyCazetiers, Clos St-Denis e Chambertin. Anteriormente, a propriedade era pouco conhecida porque a maioria de seus vinhedos estava alugada para outros produtores. Uma das primeiras e mais desafiadoras tarefas de Charles foi renegociar os contratos de aluguel. Graças ao seu carisma e habilidade nos negócios, ele conseguiu acordos amigáveis para recuperar o controle da maior parte das terras e começar a cultivá-las imediatamente. A maioria das videiras do...
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